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Amazonas

Perfil epidemiológico do câncer no Amazonas reforça a importância da prevenção

4 de fevereiro de 2026
Perfil epidemiológico do câncer no Amazonas reforça a importância da prevenção
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No Dia Mundial contra a doença, a FVS-RCP alerta para fatores de riscos que podem ser evitáveis

FOTO: Divulgação/FVS-RCP

No Dia Mundial do Câncer, nesta quarta-feira (04/02), a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) reforça a relevância da conscientização, da prevenção, do diagnóstico precoce e do acesso oportuno ao tratamento contra a doença. Entre os principais fatores de risco, aponta a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), destacam-se o tabagismo, o consumo de álcool, o excesso de peso, a alimentação inadequada, a inatividade física, a poluição atmosférica e infecções oncogênicas, como o papilomavírus humano (HPV) e as hepatites virais.

Segundo análise da Gerência de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis (GVDANT) da Vigilância Epidemiológica da FVS-RCP, com base em dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), o Amazonas registrou 20.948 mortes por câncer entre 2021 e 2025. A idade média foi de 62 anos, e 61% dos óbitos ocorreram em pessoas com 60 anos ou mais.

A mortalidade foi semelhante entre homens e mulheres, com leve predominância feminina (50,9%). No período, as taxas de mortalidade por câncer apresentaram crescimento, passando de 9,15 em 2021 para 15,62 em 2025, o que representa um aumento de 70,71%.

A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca que fatores de risco ligados ao estilo de vida, como falta de atividade física, alimentação inadequada, excesso de peso, consumo de álcool e tabaco, além de sono insuficiente, influenciam diretamente o desenvolvimento de doenças crônicas.

”Esses mesmos fatores estão associados a problemas como hipertensão, diabetes e outras doenças metabólicas, o que mostra que as ações de prevenção são integradas e se reforçam mutuamente”, esclarece.

Para a gerente de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (GVDANT) da FVS-RCP, Anny Antony, fortalecer ações de promoção da saúde, ampliar a conscientização da população, estimular hábitos mais saudáveis ao longo do curso de vida e promover o rastreamento e o cuidado oportuno no SUS são medidas fundamentais.

“Pequenas escolhas feitas no cotidiano, como se movimentar mais, cuidar da alimentação, dormir melhor e buscar os serviços de saúde no tempo certo, fazem diferença real na redução do câncer e de outras doenças crônicas. Informação salva vidas, e a prevenção começa antes do adoecimento”, destaca.

Pesquisa Nacional de Saúde

No Brasil, o monitoramento dos fatores de risco para doenças crônicas é realizado pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde, principal inquérito nacional sobre Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Em 2024, foram feitas 27.048 entrevistas nas capitais brasileiras, mostrando alta exposição da população a fatores associados ao risco de câncer, como excesso de peso, identificado em 62,6% dos adultos, e obesidade, presente em 25,7% dos entrevistados.

O inquérito também apontou baixa prática de atividade física no lazer (42,3%), além da manutenção de comportamentos pouco saudáveis, como consumo de álcool, alimentação de baixa qualidade nutricional e sedentarismo. Outro fator de alerta foi o sono insuficiente, observado em até um em cada quatro adultos, condição relacionada ao aumento do risco metabólico e inflamatório.

Na Região Norte, cerca de 7 mil pessoas participaram do levantamento, sendo aproximadamente 1.000 em Manaus, com perfil semelhante ao nacional. Destacam-se a alta prevalência de excesso de peso, especialmente entre mulheres, além do sedentarismo, maior tempo de exposição a telas e descanso insuficiente.

Esse cenário contribui para maior vulnerabilidade ao desenvolvimento de doenças crônicas e se reflete na mortalidade, concentrada principalmente em cinco tipos de câncer: estômago, pulmão, colo do útero, mama e próstata que, juntos, respondem por 43% das mortes por neoplasias no Amazonas.

Assuntos Agência Amazonas, Governo do Amazonas, Governo Wilson Lima, SECOM
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