Desenvolvido para a indústria, como gestão de processos, o sistema tem causado impacto em hospitais, agilizando a tomada de decisões
Foto: Deborah Ferreira/ Platão Araújo
O Hospital e Pronto-Socorro (HPS) Dr. Aristóteles Platão Bezerra de Araújo, unidade da Secretaria de Estado de Saúde (SES), passou a adotar a tecnologia Kanban na rotina de processos clínicos da unidade. Com isso, conseguiu otimizar ainda mais os fluxos de produção e de atendimento aos pacientes, além de agilizar a tomada de decisões nas áreas de urgência e emergência.
O sistema está em operação desde a inauguração do novo Pronto-Atendimento da unidade, em outubro do ano passado. Os profissionais das equipes relatam ganhos na comunicação entre setores, o que gera maior interação no acompanhamento dos casos em andamento. Para os pacientes, o resultado é o tempo menor de atendimento, e com resolutividade.
Originalmente desenvolvido pela indústria japonesa como método de gestão visual de processos, o Kanban tem se difundido em hospitais como tecnologia de apoio na organização de fluxos. Por meio de uma tela, as equipes de saúde conseguem visualizar cada etapa do processo de atendimento dos pacientes, desde a admissão, exames até a alta.
“A adoção dessa tecnologia representa um avanço na modernização que vem sendo executada no HPS Platão Araújo. Com processos mais organizados e monitoramento em tempo real, conseguimos reduzir desperdícios, otimizar recursos e garantir mais agilidade no atendimento à população. Esse é um reflexo dos investimentos que o Governo do Amazonas vem fazendo para tornar a saúde pública cada vez mais eficiente e resolutiva”, destaca a secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud.
De acordo com diretora clínica do Platão Araújo, Michele Oliveira, do Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), o Kanban transforma cada fase do atendimento em um “cartão” dentro de um painel visual. “Os profissionais conseguem identificar rapidamente o estágio em que cada paciente ou tarefa se encontra, favorecendo decisões mais rápidas e uma distribuição mais eficiente dos recursos humanos e materiais”, explica.
Ela acrescenta que, a partir de uma tela, o corpo clínico acompanha cada fase do paciente – se está aguardando um exame ou se falta passar por reavaliação, por exemplo. Tudo isso, com prazos estabelecidos para conclusão.
O diretor do hospital, Juliano Botero, do INDSH, reforça que a adoção do Kanban integra um conjunto mais amplo de ferramentas de gestão orientadas por dados, que fortalecem a governança clínica e assistencial da unidade.
“Quando aliamos tecnologia, dados em tempo real e metodologias estruturadas de gestão, conseguimos tomar decisões mais assertivas. Isso impacta diretamente na qualidade e na segurança do paciente, que passam a ser monitoradas com maior precisão e responsabilidade. Investir em gestão é investir em cuidado mais eficiente, seguro e resolutivo para a população”, acrescenta.