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Política socioeducativa da Sejusc viabiliza oportunidades para ex-socioeducandos

24 de janeiro de 2026
Política socioeducativa da Sejusc viabiliza oportunidades para ex-socioeducandos
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Kelveny Seixas relembra trajetória no sistema socioeducativo, que transformou sua realidade e o levou ao ensino superior

Fotos: Divulgação/Sejusc

A história de Kelveny Seixas demonstra, na prática, como a educação pode mudar vidas. Ex-socioeducando do sistema da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), ele encontrou dentro da unidade a chance de escrever um novo capítulo. Hoje, cursando o terceiro período de Direito, o universitário olha para trás e reconhece que cada aula, cada conversa e cada apoio recebido fizeram diferença no seu processo de ressocialização.

Durante o período em que cumpriu medida socioeducativa, Kelveny esteve no Departamento de Atendimento Socioeducativo (Dase). Lá, com o suporte da equipe técnica e dos colaboradores, descobriu que sua história poderia tomar um novo rumo. A rotina educativa, antes distante da realidade dele, virou parte do seu recomeço — e foi justamente isso que abriu portas para o ensino superior depois que deixou o sistema.

“A educação é muito importante na nossa vida. Muitos chegam sem matrícula, com ensino incompleto ou atrasado. Quando a gente entra nesse mundo, muitas vezes não tem oportunidade de estudar. Mas dentro do sistema, temos aula todo dia. Isso fez diferença para mim”, lembra.

O acompanhamento, porém, não termina quando o adolescente sai da unidade. A equipe da Secretaria Executiva de Direitos da Criança e Adolescente (Sedca), da Sejusc, continua presente na vida dos jovens, oferecendo orientação, apoio e incentivo para que permaneçam na escola e possam alcançar novas oportunidades. Foi assim com Kelveny.

“Eu concluí o ensino médio e, depois que saí, o sistema me ajudou a conseguir uma faculdade gratuita. Isso abre portas, tanto para conseguir trabalho quanto para entrar na universidade, como aconteceu comigo”, conta, demonstrando orgulho da própria trajetória.

Fotos: Divulgação/Sejusc

Segundo o chefe do departamento, Jerlisson Portilho, o processo educacional dentro das unidades é pensado para respeitar o ritmo e a realidade de cada adolescente. Não há um calendário escolar fixo: tudo começa no dia em que o jovem entra no sistema. A documentação é avaliada, o histórico escolar revisado e, a partir disso, é feito o nivelamento para identificar onde ele parou e como pode avançar.

“Dentro da unidade, a gente faz esse nivelamento justamente para igualar e matricular o adolescente na série correspondente, garantindo que ele conclua o ano letivo. E, quando ele deixa a unidade, permanece matriculado. Existe uma determinação judicial para que a escola o acolha e dê continuidade à etapa em que ele parou”, explica Portilho.

Conectados

Para que esse processo continue após o desligamento, a Sejusc mantém o programa “#Conectados”, que acompanha os jovens no retorno ao convívio social. O objetivo é simples, mas essencial: não deixá-los sozinhos na fase mais desafiadora do recomeço.

Com apoio de instituições públicas e privadas, os egressos ganham novas oportunidades, seja no ensino superior, no mercado de trabalho ou na continuidade dos estudos. Famílias em vulnerabilidade também recebem cestas de alimentos, quando determinado judicialmente.

Unidades socioeducativas que ofertam educação

Unidade de Internação Provisória (UIP): recebe adolescentes encaminhados pelo Ministério Público para medidas cautelares de até 45 dias. São jovens de 12 a 18 anos, excepcionalmente até 21, com capacidade para 48 vagas. O espaço oferece aulas, atividades esportivas e acompanhamento psicossocial enquanto aguardam decisão judicial.

Centro Socioeducativo de Internação Feminina: atende adolescentes do sexo feminino e jovens que se autodeclaram transexuais, transgêneros ou travestis. Com capacidade para 15 vagas, recebe internação provisória, internação e semiliberdade. O trabalho inclui educação, cursos, apoio psicológico e atividades culturais.

Centro Socioeducativo Senador Raimundo Parente: voltado para adolescentes do sexo masculino de 12 a 15 anos em internação. A unidade tem capacidade para 36 jovens e mantém uma rotina educativa e social, com oficinas, atividades esportivas e acompanhamento psicossocial.

Centro Socioeducativo Assistente Social Dagmar Feitoza: a maior unidade do sistema, com capacidade para 64 adolescentes do sexo masculino, de 16 a 18 anos, até 21 em casos excepcionais. Oferece educação regular, cursos profissionalizantes, atividades esportivas e apoio jurídico e psicossocial.

Unidade de Semiliberdade Masculina: atende adolescentes de 12 a 18 anos, até 21 excepcionalmente, em medida de semiliberdade. Com capacidade para 20 vagas, permite que estudem e trabalhem fora da unidade, retornando diariamente para atividades de acompanhamento e fortalecimento pessoal e familiar.

Assuntos Agência Amazonas, Governo do Amazonas, Governo Wilson Lima, SECOM
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